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Nascido no Estado de São Paulo, em 1886 formou-se
engenheiro agrônomo em 1907, com 21 anos. Apesar
de bastante jovem, iniciou sua carreira política
como prefeito de Pirassununga, São Paulo. Foi
prefeito por mais de 15 anos, e posteriormente, em 1919.
foi eleito Deputado Estadual. No ano de 1927 ocupou
o cargo de Secretário da Agricultura de São
Paulo. Além disso, foi diretor do Departamento
Nacional do Café chegando a Ministro da Agricultura
em 1937.
Durante os anos que ocupou o cargo de Ministro da Agricultura,
Fernando Costa propôs a criação
de vários órgãos relacionados com
a economia agro pecuária do Estado, entre os
quais o Instituto Biológico5 criando o Serviço
de triticultura e a primeira estação de
enologia, do Instituto de Experimentação
Agrícola e do Instituto Agronômico do Norte,
além de uma estação experimental
de caça e pesca.
No ano de 1941 ocupou o cargo de Interventor Federal
do Estado de São Paulo, tendo sido companheiro
de Cerávolo, conservando-o no cargo de prefeito
Em 1945, quando Fernando Costa começou a estruturar
o PSD em São Paulo, Cerávolo o apoiou.
Segundo Abreu "O PSD caía uma luva para
Cerávolo". (A breu, 1982: 148). Isto porque
era o partido do amigo Fernando Costa e do governo.
Assim, como Fernando Costa tinha interesse de que o
PSD tivesse maioria em São Paulo, precisava do
apoio de Cerávolo e por isso garantia a estada
deste na prefeitura prudentina.
Novamente podemos perceber a política do clientelísmo.
A breu afirma que,
"Quando
se vislumbrava o fim da guerra e as mudanças
da política nacional, Fernando Costa e o Partido
Social Democrático(PSD)que ele passou a representar
em São Paulo, acentuaram aquela tendência.
prendendo os prefeitos a uma política de clientelismo
que as lideranças locais exploraram ao máximo
". (A breu. 1982:136)
No
entanto, a fatalidade de um acidente automobilísticO~
vitimando Fernando Costa, modificou a situação
do PSD e deixou Cerávolo sem sustentação
política no Estado de São Paulo. Cerávolo
continuaria apenas com o seu prestígio pessoal.
Segundo A breu, "A notícia do acidente automobilístico
que vitimou Fernando Costa perto de Campinas na manhã
do dia 21 de janeiro de 1946 chegou a Presidente Prudente
no final da tarde daquele dia". (Abreu, 1982:162)
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